Fundação Abrinq divulga cartilha para ajudar a identificar abuso

A Fundação Abrinq está lançando uma cartilha com orientações para ajudar a identificar se a criança ou adolescente sofreu abuso sexual. A campanha ‘Pode ser Abuso’ tem como objetivo sensibilizar a população para o tema, orientar pais e professores sobre possíveis sinais de que uma criança está sofrendo abuso e estimular a denúncia. O material da campanha está disponível no site da Abrinq e vem se

A Fundação Abrinq está lançando uma cartilha com orientações para ajudar a identificar se a criança ou adolescente sofreu abuso sexual. A campanha ‘Pode ser Abuso’  tem como objetivo sensibilizar a população para o tema, orientar pais e professores sobre possíveis sinais de que uma criança está sofrendo abuso e estimular a denúncia.
O material da campanha está disponível no site da Abrinq e vem sendo divulgado junto a empresas e também em mais de 2.300 municípios e pelas redes sociais.  A campanha vai até dia 18 de maio – Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual contra Crianças e Adolescentes.
Segundo a Fundação Abrinq, só em 2015 mais de 18 mil denúncias de abuso sexual contra crianças e adolescentes foram registradas no Disque 100. Isso significa que todos os dias, são feitas cerca de 50 denúncias. No entanto, o número pode ser bem maior quando considerado que muitos casos permanecem em segredo.
Em Marília, os dois Conselhos Tutelares do município também atendem dezenas de casos todos os meses. Segundo Vanessa Isidio Teodoro Precioso, presidente do Conselho I, o número de denúncias de abuso sexual contra crianças e adolescentes tem aumentado.  “Infelizmente aumentou o número de denúncias. Recebemos do disque 100, de escolas, hospitais”, disse.
Quando recebe a denúncia, o Conselho Tutelar imediatamente encaminha a criança ou adolescente para o Hospital Materno Infantil para realização de exames e no caso de confirmação de abuso, é registrado boletim de ocorrência e a criança recebe acompanhamento médico e psicológico. “Quando ocorre situação de abuso é preciso afastar a criança do abusador. Usamos protetores da família e em último caso é encaminhado para abrigo para que continue um acompanhamento ao longo prazo”, disse a presidente.
Vanessa Precioso afirma que em Marília há uma rede especializada de atendimento à criança e adolescente vítima de violência sexual oferecendo todo suporte de atendimento médico e psicológico.
O Conselho Tutelar também atua na prevenção e orientação em parceria com escolas e entidades assistenciais. “Os casos aumentaram também porque as pessoas denunciam mais. Tratamos do assunto nas escolas, queremos que a informação chegue para todos”, disse a presidente.
SINAIS
A campanha ‘Pode ser abuso’ aponta sinais que devem ser observados e ajudam a identificar se a criança sofre ou sofreu abuso sexual. São eles: apresenta marcas de agressão ou machucados, tem dificuldade de andar ou sentar; está agressiva, irritada ou machuca o próprio corpo; está muito quieta, triste, medrosa ou chorosa; passou a ter transtornos alimentares; passou a ter alterações de sono, fica cansada fora de hora ou tem dificuldade para dormir; mudou seu comportamento ou aparência; faz desenhos agressivos que mostrem situações de medo ou cenas envolvendo questões sexuais; evita ir para alguns lugares ou encontrar alguma pessoa.
Para saber mais sobre a campanha acesse o site www.podeserabuso.org.br ou o site da Fundação Abrinq. Denúncias podem ser feitas pelo Disque 100 e no Conselho Tutelar de Marília que fica na rua Pedro de Toledo 221 – das 8h às 17h e nos telefones de plantão 3453.2665 e 3413.3877.