LATROCÍNIO: Justiça condena bando por morte de representante comercial

Acusada de matar vítima com golpes de espada foi sentenciada a mais de 34 anos de prisão em regime fechado

Decisão da Justiça de Marília condenou Silvia Regina Evaristo da Silva, a “Arlequina”, Caroline Rosa Joca, Caique Ribeiro de Paula e Jonathan Pereira Vieira pelo latrocínio do representante comercial Silvio César Soares Júlio, de 47 anos, em crime ocorrido em fevereiro do ano passado, no Jardim Marília, na zona Oeste da cidade.

A reportagem do Jorna da Manhã teve acesso ontem a parte da sentença assinada pelo juiz ada 1ª Vara Criminal, Luís Augusto da Silva Campoy.

O magistrado acolheu o pedido do Ministério Público (MP) e condenou o bando pelo crime de latrocínio.

Apontada como mentora do crime, “Arlequina” teve a pena mais elevada e foi sentenciada a 34 anos e oito meses de prisão em regime fechado pelo latrocínio, e mais sete meses em semiaberto pelo delito de fraude processual.

Comparsa na execução da morte do representante comercial, Caroline foi condenada a 24 anos e seis meses de prisão em regime fechado pelo latrocínio, e também a mais seis meses em semiaberto pela fraude processual.

Já Paula e Vieira, apontados como auxiliadores do crime, foram condenados a 16 anos de prisão em regime fechado pelo latrocínio.

Caso – O representante comercial foi encontrado morto na noite do dia 22 de fevereiro do ano passado, em residência na rua Prudente de Morais, no Jardim Marília, na zona Oeste da cidade.

A vítima teve pés e mãos amarrados, foi esfaqueada e o corpo queimado após incêndio no imóvel.

“Arlequina” foi presa dias depois pela Polícia Civil e entrevista confessou que planejou o crime e que tinha como alvo o cofre na casa do representante comercial.

“Já tinha saído outras duas vezes com ele e sabia que na casa tinha bens de valor e um cofre com as pistolas, mas não deu certo, pois o matei antes de conseguir a senha”, relatou.

“Arlequina” relatou que a morte do representante comercial ocorreu para garantir sua impunidade “Fui na intenção de matar mesmo porque sabia que ele viu meu rosto. Ele tinha dinheiro e se não chamasse a polícia ia acabar fazendo algo contra mim”, disse.

A desempregada também demonstrou frieza ao relatar o crime.

“Disse que ia dançar para ele, mas pedi para desligar as câmeras e prender o cachorro. Falei que era sadomasoquista e amarrei os pés e mãos, e depois cobri os olhos com uma máscara de dormir. Tentei sufocá-lo com o travesseiro, mas ele era forte e se debateu muito. Peguei a arma e acabei com ele na espada. Atravessei várias vezes, inclusive na cabeça. Depois cobri o rosto com a jaqueta e joguei fogo”, afirmou.

Negando qualquer tipo de arrependimento, “Arlequina” disse que pensou em fugir de Marília, mas resolveu se entregar após ter a garantia da continuidade da relação amorosa com o namorado.

“No início escondi o crime da minha família e tinha a intenção de fugir de Marília, mas meu namorado me garantiu que vai me visitar na cadeia. Só por esse motivo eu me entreguei, pois não tenho qualquer tipo de arrependimento”, finalizou.