OPERAÇÃO MIRAGEM Justiça Federal nega restituição de dinheiro apreendido em imóvel de Camarinha

As investigações tiveram início em 2014 para apurar o quadro societário da empresa CMN

Decisão da Justiça Federal de Marília negou pedido de restituição de R$ 120 mil e US$ 6 mil apreendidos no apartamento do político Abelardo Camarinha durante a “Operação Miragem”, deflagrada pela Polícia Federal (PF) em 2016.

O pedido de restituição foi pleiteado pela esposa do ex-prefeito, Fabiana Camarinha.

O advogado Cristiano Mazeto alegou na solicitação que os valores apreendidos seriam fruto de empréstimo para compra de um automóvel e que a moeda estrangeira seria utilizada para uma viagem.

Em decisão dada no mês de fevereiro, o juiz da 2ª Vara Federal, Luís Antônio Ribeiro Marins, acompanhou o parecer do Ministério Público Federal (MPF) e determinou que o dinheiro não seja liberado antes do processo transitar em julgado.

Mazeto informou a reportagem do Jornal da Manhã que irá recorrer da decisão ao Tribunal Regional Federal (TRF).

Operação Miragem – A primeira fase da “Operação Miragem” foi deflagrada em agosto de 2016.

A ação teve como alvo as rádios Dirceu AM e Diário FM, do Grupo Central Marília Notícias (CMN) e pessoas ligadas a um grupo político.

Os policiais federais cumpriram mandado de busca e apreensão em 15 endereços em Marília e outros seis em Ribeirão Preto e em São Paulo.

Também foram expedidos cinco mandados de prisão temporária, que posteriormente foram cassados. 

As investigações tiveram início em 2014 para apurar o quadro societário da empresa CMN.

“Identificamos que pessoas que faziam parte desse quadro estariam sendo utilizadas como laranjas no comando dessa empresa”, disse o delegado Luciano Menin.

A segunda fase da “Operação Miragem” ocorreu em janeiro de 2017, foi denominada “O 5º Mandamento”, e suspendeu as atividades do Jornal Diário de Marília.

A ação foi motivada por coação a testemunhas no processo que apura outros crimes cometidos pela empresa Central Marília Notícias (CMN).

Delegados e agentes federais entraram na empresa situada na rua Coronel Galdino de Almeida, na região central, e cumpriram a ordem judicial para suspender as atividades da empresa.

O site foi tirado do ar e a edição impressa do Jornal Diário impedida de circular. 

A PF ainda cumpriu um mandado de prisão preventiva e dois de busca e apreensão.