Livro apresenta casos da cultura organizacional de empresas brasileiras

Assim, Cultura Organizacional de Resultados - Casos Brasileiros (Editora Qualitymark - 224 páginas, R$ 69,90)

 

Frustrado de comentar apenas sobre a cultura organizacional de grandes empresas globais (Amazon, Facebook, Microsoft, Uber, etc.) em suas aulas, o consultor e professor da Fundação Getúlio Vargas Almiro dos Reis Neto decidiu elaborar um livro que apresentasse casos de algumas das melhores empresas brasileiras sobre o tema.

Assim, Cultura Organizacional de Resultados - Casos Brasileiros (Editora Qualitymark - 224 páginas, R$ 69,90) nasceu para responder a três perguntas de seus alunos e de clientes: Quais empresas brasileiras são benchmarks em cultura organizacional? Existe uma cultura específica que deva ser seguida por todas as empresas e que leva ao sucesso? Quais as melhores práticas de RH utilizadas para gerir a cultura das empresas?

Almiro selecionou um conjunto de empresas totalizando oito cases muito diferentes entre si, de diferentes tamanhos e setores: terceiro setor, financeiro, hospitalar, varejo e startups.

O objetivo foi reunir empresas de sucesso, com culturas muito específicas, que, com suas histórias e referências, pudessem trazer bons insights para o mercado.

Este, portanto, não é um livro que resume uma pesquisa acadêmica com base em estudos quantitativos.

É uma amostragem do que existe de melhor e mais interessante na realidade empresarial brasileira.

As empresas apresentadas neste livro são: Embrapa, por Mauricio Antônio Lopes, na época presidente da empresa / Fundação Roberto Marinho, por Nelson Savioli, na época superintendente executivo / Hospital Albert Einstein, por Miriam do Carmo Branco da Cunha, diretora executiva de RH / In Loco, por André Ferraz, cofundador e CEO / Itaú e Unibanco, por Marcelo Orticelli, na época diretor do Instituto Unibanco / Magazine Luiza, por Telma Rodrigues, membro do Conselho de Administração / Terral, por Marcello Gomes e Leonardo Gomes, fundadores.

Há ainda o oitavo capítulo escrito pelo arquiteto Roberto Loeb, que, entre outras obras, projetou a fábrica da Natura. Loeb reflete sobre como a arquitetura pode, de fato, expressar os valores de uma organização.

No capítulo final, Almiro apresenta conclusões sobre os casos apresentados: “Até recentemente havia uma crença de que a cultura era relativamente fixa e, portanto, não haveria possibilidade de gestão, e havia pouca literatura sobre esse tema. As poucas ferramentas era apenas relacionadas à comunicação. Mas se pode entender pelos relatos dos autores deste livro que há muito mais o que fazer e que os gestores em geral, e os profissionais de RH em especial, podem ser atores importantes na gestão da cultura organizacional”.