Donos de empresas protestam por falta de local para descarte

A Amelca tem hoje 27 empresas associadas

Proprietários de empresas de caçambas fizeram um protesto ontem em frente a Prefeitura em razão da falta de um local regularizado para descarte do entulho que é coletado em toda cidade.

Conforme informações da Amelca (Associação Mariliense das Empresas de Locação de Caçambas)  o aterro onde eram levados os resíduos foi interditado pela Cetesb no último dia 11 e  as empresas informam ter prejuízo estimado de R$ 100 mil.

Diariamente são coletadas cerca de 200 caçambas de entulhos de construção em diferentes pontos da cidade e com a interdição do local, mil caçambas estão carregadas e paradas sem local para descarte.

A Amelca tem hoje 27 empresas associadas.

Após o protesto, representantes da associação foram recebidos ontem pelo prefeito Daniel Alonso.

Em nota, a assessoria de imprensa informou que o prefeito Daniel Alonso, a CETESB e a Câmara Municipal se reúnem hoje (20) às 11h no auditório do Gabinete da Prefeitura com a Amelca  para a apresentação de uma nova área de descarte/separação dos resíduos da construção civil, bem como novas regras para gestão de todo esse processo.

Os proprietários de empresas de caçambas enfrentam problemas com local de descarte desde 2017 com a interdição do aterro de Lácio.

Em outubro de 2018 o entulho das caçambas passou a ser levado para uma área no Distrito Industrial, na zona norte da cidade.  

Em dezembro do ano passado, representantes da Amelca, a advodada da associação e representantes da Prefeitura, se reuniram no Ministério Público Estadual para discutir o problema.

O Ministério Público, através do promotor do Meio Ambiente, José Alfredo de Araújo Sant’ana,  ajuizou ação civil para que a Prefeitura elabore um plano de gestão para destinação dos resíduos coletados pelas empresas de caçambas.

Foram destinados locais provisórios para o descarte e que não obtiveram a aprovação da Cetesb.   

 

 

Por Izabel Dias