Trabalho de humanização é diferencial na estimulação precoce

A fonoaudióloga Milena Freitas diz que o projeto acolhe as crianças de forma lúdica para que elas permaneçam integradas à atividade terapêutica

A Apae de Marília desenvolve projeto de estimulação precoce  que vem fazendo a diferença em bebês e crianças atendidos pela entidade.

Com um trabalho muldisciplinar desenvolvido por fisioterapeuta, fonoaudióloga, terapeuta ocupacional e psicóloga, as profissionais têm como foco a humanização para garantir melhor resultado terapêutico. 

A fonoaudióloga Milena Diniz de Freitas Bianco, afirma que o projeto de humanização consiste em fazer o acolhimento das crianças de forma lúdica e utilizando diferentes recursos para que elas permaneçam integradas à atividade terapêutica.

“Utilizamos as cores, pintura no rosto, a mudança do ambiente, usando roupas de super-heróis, personagens. Tudo para que as crianças tirem o estigma do ‘jaleco branco’ e criem um vínculo maior com o terapeuta”, disse. 

“Todas as terapeutas estão na mesma direção com suas atividades. Hoje o atendimento de estimulação precoce na Apae é um diferencial, focado na humanização e  que traz bons resultados. Elas fazem o atendimento em diferentes ambientes, embaixo da árvore, no pula-pula”, disse a supervisora de Saúde, Ana Silvia Olivas Gatti.

O trabalho de estimulação precoce com bebês e crianças direcionado à humanização, ganhou foco na Apae há cerca de quatro anos.

A psicóloga Juliana Pereira dos Reis, afirma que o resultado é percebido no comportamento das crianças e dos familiares.

“O grande diferencial é criar o envolvimento, recebemos muitos pais na instituição e criamos um ambiente satisfatório para eles e para as crianças”.

A psicóloga também utiliza música e contação de histórias no atendimento às crianças.

“Ajuda muito no desenvolvimento cognitivo das crianças. Para nós cada sorriso da criança, o olhar, faz uma grande diferença. E as famílias participam mais, por sair do convencional, temos menos faltas no atendimento,” disse Juliana.

 

Por Izabel Dias