HC pede prazo, mas os trabalhadores mantêm decisão de greve na segunda

A data-base dos trabalhadores de serviços de saúde é junho

Nova assembleia foi realizada ontem no pátio do Hospital das Clínicas.

 

A autarquia HC/Famema (complexo de saúde da instituição) pediu prazo de uma semana para tentar uma negociação antes que os trabalhadores entrem em greve.

 

Porém, a categoria manteve a decisão de parar a partir de segunda-feira (dia 30).


A data-base dos trabalhadores de serviços de saúde é junho, mas, desde então, não houve nenhuma contraproposta por parte do HC.

 

Todos os demais estabelecimentos de Marília e região fecharam seus acordos trabalhistas, menos a Faculdade de Medicina de Saúde.

 

Apesar de pública, a instituição tem contratações diferenciadas que não se encaixam na legislação do servidor estadual.


Sem negociação, os trabalhadores de Saúde da autarquia HC/Famema votaram a greve no último dia 12 de setembro para começar a paralisação no dia 30.

 

Mesmo assim, até o momento não houve proposta de reajuste.

 

Na última sexta-feira (20), a superintendência do HC solicitou uma extensão de prazo de uma semana.


O pedido foi apresentado em assembleia ontem pelo Sinsaúde (sindicato da categoria) e pela Associação de Funcionários, mas foi rejeitado pela maioria.

 

A decisão de greve a partir de segunda-feira está mantida, respeitando as urgências e emergências, além do mínimo de 30% do quadro de funcionários ativo.


Durante o estado de greve, o Sinsaúde divulgou uma carta aberta para esclarecer a população sobre as motivações da decisão de parar dos trabalhadores do HC/Famema.

 

“Os empregadores não fizeram nenhuma proposta de recomposição salarial para o período de junho de 2018 a maio de 2019.

 

O mesmo ocorreu nos períodos de 2011/2012, 2014/2015, 2015/2016, 2016/2017, o que traduz grande perda no poder aquisitivo das famílias que dependem desses salários”, informou o sindicato no documento.

 

 

 

Por Carolina Godoy