Saúde da Famema cruza os braços

Urgências, emergências e serviços essenciais são mantidos

Os funcionários dos serviços de saúde da Famema cruzaram os braços ontem.

 

A paralisação foi iniciada 120 dias depois da data-base.

 

A categoria alega falta de contraproposta por parte da direção.

 

Hoje à tarde, após três plantões completos, uma nova assembleia avalia a adesão ao movimento.

 

As urgências e emergências estão mantidas.


Sem negociação, os funcionários em greve afirmam insatisfação com a falta de reajuste, com a falta de isonomia nos benefícios e na reposição salarial (na comparação com cargos comissionados e servidores do Estado).

 

E também apontam deficiências nas condições de trabalho.


“A diretoria da Famema manteve o discurso histórico de que não tem governabilidade para fazer reposição salarial (pelo vínculo com o governo estadual). E o que mais indignou os funcionários foi saber que alguns segmentos, na maioria cargos comissionados, têm seus benefícios atualizados através de portarias internas. Ou readequação de cargos e salários. Bem como estabilidade de pró labore após dez anos em cargos comissionados. Sendo que os demais funcionários (últimos quatro anos) não tem nem índice de reposição salarial e ainda acumulam perdas de benefícios”, mencionou a categoria no informativo de greve.


Na semana passada a direção do Complexo Famema chegou a pedir uma semana a mais para tentar uma negociação com o governo estadual, mas a solicitação foi rejeitada.

 

“Não houve nenhuma contraproposta, nada de concreto. Apenas a intenção de encaminhar a proposta dos trabalhadores ao governador, o que já deveria ter sido feito desde final de abril, quando iniciamos as tentativas de negociação”, mencionou o presidente do Sinsaúde (Sindicato dos Trabalhadores da Saúde), Aristeu Carriel. 


Os funcionários em greve foram orientados a permanecer em frente aos seus locais de trabalho durante a sua carga horária.

 

Hoje, uma nova assembleia unificada (todos os serviços de saúde do Complexo Famema) acontece às 13 horas no Hospital das Clínicas.

 

O objetivo é a avaliação do movimento paredista.


“Os funcionários se rodiziam em quatro plantões, dois diurnos e dois noturnos. Daí a importância dessa assembleia de avaliação ser feita no segundo dia do movimento, quando teremos completado pelo menos três plantões em greve”, explicou Carriel.

 

 

 

Por Carolina Godoy