Trabalhadores em greve fazem passeata

Perto de cem funcionários foram para as ruas com faixas e manifestações

Em greve desde segunda-feira, trabalhadores dos serviços de saúde da Famema fizeram uma passeata na manhã de ontem.

 

O percurso, do Hospital das Clínicas ao Terminal Urbano, terminou com a orientação verbal e por escrito à população.

 

Por enquanto não há contraproposta de reajuste salarial por parte da instituição.


“Cumprimos nossos deveres e estamos exigindo o que é nosso”, disse um dos manifestantes.

 

“Veja a situação em que está a Saúde em Marília”, mencionou outro trabalhador.

 

Perto de cem funcionários foram para as ruas com faixas e manifestações.

 

Durante a passeata eles se revezaram para expressar indignação e explicar o motivo da greve.


O percurso foi assistido pelo Gaoc (Grupo de Apoio e Orientação à Cidadania).

 

No Terminal Urbano o grupo parou para entregar a carta aberta à população e esclarecer os usuários do SUS.

 

“Nossa obrigação, e prioridade, é o atendimento dos pacientes mais necessitados. O movimento grevista não vai prejudicar as urgências e emergências, nem os casos mais graves. Pelo contrário. No entanto, cabe a diretoria da Famema a resolução desse problema”, frisou o presidente do Sinsaúde (sindicato da categoria), Aristeu Carriel.


A paralisação conseguiu o apoio da Associação dos Funcionários da Fumes (Famema), do Daca (Diretório Acadêmico da Medicina da Famema), da Unesp, do Sindimmar (Sindicato dos Servidores Municipais de Marília), do Sindicato dos Motoristas e da CUT (Central Única dos Trabalhadores) São Paulo.  


Do total de 1.800 funcionários representados pelo Sinsaúde (Sindicato da Saúde), cerca de 400 estão em greve.

 

“A tendência é mais trabalhadores aderirem gradativamente. O movimento ganha força a cada dia”, disse o presidente do Sinsaúde.

 

 

 

Por Carolina Godoy/Fotos: Edio Jr./JM