INFERTILIDADE E HIPNOTERAPIA

A medicina costuma atribuir essa dificuldade para engravidar (caso seja um casal sem atribuições fisiológicas à essa infertilidade), à ansiedade.

Michelle Trindade (*)

O nascimento de um filho é um momento mágico e de muitas expectativas, mas para alguns casais este pode ser um momento de grande ansiedade e frustração.

 A demora em conseguir gerar um filho pode ter diversas causas físicas e também psicológicas, já que é o nosso emocional que exerce influência em todo o nosso corpo.

E por falar em emocional, quantas vezes você já ouviu falar de uma conhecida que não estava conseguindo engravidar, mas logo após tirar férias, viajar, ou até mesmo "desistir", engravidou? Ou de bebês arco-íris (gestações completas após uma ou mais perdas) que vieram após alguma mudança que ocorreu na vida daquele casal? Ou então, de casais que tentaram por muito tempo e, depois de um resultado positivo na adoção ou inseminação artificial conseguiram engravidar naturalmente?

Levantamentos feitos pela OMS apontam que cerca de 15% dos casais que desejam engravidar não conseguem e que, dentro desse percentual, 40% está relacionado à infertilidade masculina.

Mas afinal, quando se é considerado infértil? Ainda segundo a OMS, o casal que após um ano de tentativas sem uso de contraceptivos não conseguir engravidar pode ser infértil (esse tempo é reduzido para seis meses de tentativa caso a mulher tenha mais de 35 anos).

A medicina costuma atribuir essa dificuldade para engravidar (caso seja um casal sem atribuições fisiológicas à essa infertilidade), à ansiedade.

 Hoje, através de inúmeros estudos e acompanhamento de relatos de atendimento, podemos identificar que mulheres e homens que querem constituir uma família através da gravidez e tem dificuldade para alcançar esse resultado, têm grandes chances de ter algo no subconsciente que os impeça de realizar esse sonho enquanto a situação não for compreendida e ressignificada.

Inclusive, a tendência é que essas dificuldades se tornem maiores com o tempo, pois além da carga emocional que se encontra a ser trabalhada, ainda há a possibilidade dos sintomas físicos aumentarem.

 A sexta regra da mente de Gerald Kein diz que: "Um sintoma físico emocionalmente induzido tende a causar mudança orgânica se persistir por tempo suficiente". E, o que isso quer dizer?

No contexto que estamos falando, muitas doenças no aparelho reprodutor e disfunções hormonais podem ocorrer devido à emoções não ressignificadas e que impedem aquele corpo de aceitar por completo à gravidez. 

Fatores psicológicos tem um impacto muito significativo no funcionamento do sistema fisiológico, e pode ser o motivo de diversos distúrbios e desequilíbrios.

Além disso, o desgaste físico e psicológico a que se submetem na tentativa de construir seu sonho, podem causar efeitos muito fortes na saúde física, emocional e, inclusive, na conjugal.

Essa infertilidade pode ocorrer quando nossas necessidades físicas e emocionais não estão satisfeitas e essa ligação entre mente e corpo está temporariamente fora de equilíbrio.

O resultado da hipnoterapia se mostrou altamente eficaz em diversos tipos de situações, onde inconscientemente havia crenças financeiras sobre os custos de um (ou mais) filhos, receio de seguir (ou não) a educação recebida pelos pais, sensação de abandono, incapacidade  ou impotência para criação e, até mesmo, dúvidas sobre a segurança do relacionamento.

Durante o acompanhamento médico por um ginecologista especialista em reprodução humana, é altamente indicado a esses casais que busquem também o auxílio de um hipnoterapeuta certificado.

Trabalhando corpo e mente, o casal poderá vivenciar resultados e mudanças incríveis em sua vida.

(*) Michelle Trindade é psicóloga e hipnoterapeuta OMNI