Série "Filhos da Pátria" revive o Rio de Janeiro da década de 1930

Os jornais e revistas também têm papel importante e ajudam a contar a história de 'Filhos da Pátria'.

O clã dos Bulhosa desembarca em plena década de 1930 na segunda temporada de "Filhos da Pátria".

Formada pelo pai Geraldo (Alexandre Nero), a mãe Maria Teresa (Fernanda Torres), o filho Geraldinho (Johnny Massaro) e a filha Catarina (Lara Tremouroux), a família vive no momento de transição da história do Brasil com o início da Era Vargas.

A fotografia, cenografia e produção de arte da segunda temporada têm como premissa explorar a riqueza dos detalhes para favorecer a trama.

A série mostra um pouco do que foi preservado na cidade neste período, como fachadas de prédios, calçamentos, praças, além de prédios imponentes como o Theatro Municipal, a Confeitaria Colombo, o Palácio Tiradentes e o Palácio do Catete.

Além disso, duas cidades cenográficas nos Estúdios Globo reproduzem o bairro da Tijuca e a comunidade onde vive o personagem Domingos (Serjão Loroza).

“Quisemos que os espaços enriquecessem a ação e tornassem a Família Bulhosa verossímil. Buscamos levar aos ambientes o “cheiro” da papelada das repartições públicas e o clima da cidade, criando essa atmosfera dos anos 1930, um período importante na política, em um texto cheio de humor”, afirma a cenógrafa Flavia Yared.

Maria Teresa segue obcecada por fazer parte da alta sociedade.

Então, apesar do Brasil estar vivendo a Era Industrial cheia de inovações como rádio, telefone e geladeiras mais modernas, a casa dos Bulhosa ainda lembra as residências da década de 1920, mais escura e com muitos móveis. E isso não é por acaso:

“Justamente para que a personagem de Maria Teresa (Fernanda Torres) olhe com deslumbramento para outros ambientes, como a loja de eletrônicos ou a casa da amiga Yolanda (Mallu Vale), que já possui elevador e cozinha moderna para a época”, adianta Flavia.

Agora, em plena década de 1930, Geraldo Bulhosa faz carreira no funcionalismo público. Para dar um clima mais vivo, como se os objetos fossem realmente usados, a esse ambiente de repartição pública a equipe de arte confeccionou cerca de 500 pastas de couro e papel craft e mais de 400 livros cenográficos.

Os jornais e revistas também têm papel importante e ajudam a contar a história de 'Filhos da Pátria'.

Além das centenas de publicações em cena, existe também o periódico fictício ‘O Jornal’. Além dele, foram criados outros quatro títulos, para compor a banca de jornal de Olegário (Candido Damm).

“Compramos revistas da época e fizemos um processo de escaneamento e de restauração da imagem. A partir daí, imprimimos novamente essas revistas para que ficassem com cara de novas e compusemos os cenários”, explica Danielle.