Editorial

                    O “couro duro” de Bolsonaro

 

Não é de hoje que o relacionamento entre o presidente da República Jair Bolsonaro (PSL) e alguns órgãos de imprensa é estremecido, de intensas críticas de ambos os lados. Na verdade, o jornalismo que se tem praticado mídias como Folha de S. Paulo, O Globo e Rede Globo é considerado mesquinho, pois há direta intenção de sempre atingir o governo, principalmente a figura do presidente.

Mas não é por acaso. Jair Bolsonaro nunca teve papas na língua, mesmo ainda quando deputado federal e sempre enfrentou a turba midiática. Foi eleito com um verdadeiro show de apoio por todo o País, praticamente sem fazer campanha eleitoral, mesmo porque passou boa parte do tempo se recuperando da facada que levou do suspeitíssimo Adélio Bispo na passeata em Juiz de Fora no dia 6 de setembro do ano passado. (Adélio continua preso sob tratamento psiquiátrico e o inquérito policial não anda, com pressão de seus caros advogados que até hoje ninguém sabe quem está pagando, já que ele estava desempregado e não tem posses).

Tudo isso reflete no burlesco noticioso desses órgãos de imprensa, que insistem em esconder fatos e divulgar notícias falsas com o extremo objetivo de atingir Bolsonaro.

Mas o presidente sabe como tratar os adversários e acusou na segunda-feira (7) a imprensa de mentir e difamar e questionou se o objetivo dos veículos de comunicação é derrubá-lo do cargo. Ao deixar o Palácio da Alvorada, onde cumprimentou um grupo de simpatizantes, ele afirmou que a cobertura da mídia ao seu governo não pode continuar com "covardia" e "patifaria". "Eu lamento a imprensa brasileira agir dessa maneira. O tempo todo mentindo, distorcendo, difamando. Vocês querem me derrubar? Eu tenho couro duro, vai ser difícil. Continuem mentindo", espezinhou.

Na verdade tem sido ridícula a cobertura política sobre o governo pela Folha de S. Paulo, O Globo e Rede Globo (e às vezes também o Correio Braziliense). A Folha inclusive insiste em reproduzir todo o material criminoso conseguido por hackers de conversas entre procuradores da Lava Jato e o ex-juiz Sérgio Moro, com a clara intenção de atingir o ministro da Justiça e Segurança Pública e também o governo de Bolsonaro. O objetivo principal é utilizar material criminoso como prova para destruir inquéritos da Polícia Federal e Ministério Público para soltar o presidiário Luiz Inácio Lula da Silva. O conluio tem apoio de ministros do Supremo Tribunal Federal. As gravações feitas por hackers não têm valor jurídico, já que até mesmo o Ministério Público e Polícia Federal precisam de autorização judicial. E coube ao site sensacionalista The Intercept Brasil, do norte-americano Glenn Greenwald espalhar as gravações, com apoio da Folha de S. Paulo. Tudo muito suspeito, já que Greenwald é “casado” com o deputado do PSol, Davi Miranda, que ocupou o lugar do ex-deputado federal Jean Wyllys, que teria “vendido” a vaga por alguns milhões de dólares.

Então como é que se pode dar crédito ao noticiário desses órgãos de imprensa que insistem em atacar o governo de Jair Bolsonaro? Além disso, eles perderam milhões em publicidade com o corte feito pelo governo, já que antes nadavam de braçadas com verbas milionárias do governo petista, exatamente para dar cobertura à corrupção da quadrilha de Lula e Dilma.

Diante disso, o chefe da Secom (Secretaria Especial de Comunicação Social) da Presidência da República, Fabio Wajngarten, sugeriu um boicote publicitário a veículos de imprensa que produzem, no seu entender, "manchetes escandalosas". O presidente também fez referência às empresas que são anunciantes na Folha. "O que mais me surpreende são os patrocinadores que anunciam nesse jornaleco chamado de Folha de S. Paulo", disse no domingo.

Não se sabe até quando algumas mídias vão insistir na patifaria, mas é bom ter certeza de que o presidente Bolsonaro realmente tem “couro duro” e o apoio incondicional de seus eleitores, que continuam fazendo a defesa dele nas ruas e nas redes sociais, inclusive com campanha contra Rede Globo, Folha de S. Paulo, O Globo... Vamos ver quem vai ganhar esta queda de braço!