Prefeitura de Garça busca reforço de todos os servidores para combater a dengue

O município registrou 584 casos positivos de dengue no primeiro semestre deste ano

GARÇA

 

 

 

 

Durante todo o mês de outubro, a Vigilância em Saúde da Prefeitura de Garça está visitando todos os departamentos do município para orientar o funcionalismo público sobre a situação da dengue no município e buscar reforço no combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika, chikungunya e febre amarela.

A melhor forma de prevenção da dengue é evitar a proliferação do mosquito e os servidores podem colaborar orientando os munícipes sobre a importância de não acumular água parada em recipientes que servem de criadouros, como vasos de plantas, pneus, garrafas plásticas, piscinas sem uso e sem manutenção, bebedouros de animais e até mesmo em recipientes pequenos, como tampas de garrafas.

“A dengue é um problema de saúde pública. Todos nós, prefeitura e população, temos responsabilidade nas ações de prevenção. Então, o objetivo desse trabalho é fazer a mobilização dos funcionários públicos municipais de todas as secretarias, para engaja-los no combate a esse mosquito”, explicou Edna Semensato, diretora da Vigilância em Saúde de Garça.

O município registrou 584 casos positivos de dengue no primeiro semestre deste ano. Diferente de anos anteriores, no mês de julho também houve notificações e cinco pessoas contraíram a doença. “Esta é uma preocupação, pois mesmo no período ante epidêmico, que em anos anteriores não havia transmissão, nós estamos tendo casos confirmados, ou seja, o ano todo há a transmissão de dengue”, informou a diretora. 

O Índice de Breteau (valor numérico adotado no Brasil, que define a quantidade de insetos a cada 100 imóveis),  realizado no mês de julho, foi de 0,41. Ou seja, a cada 100 imóveis, foram encontradas larvas do mosquito em quatro deles. A situação ainda sob controle do munícipio, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).

Porém, os indicativos preocupam as autoridades de saúde de Garça, porque o ovo do mosquito pode sobreviver por um ano, até encontrar as melhores condições para se desenvolver e o período de chuvas ainda não começou, por isso, a importância de manter a higiene e evitar água parada todos os dias.

O principal criadouro detectado nesses últimos três Índices de Breteau, realizados em janeiro, maio e julho deste ano, foi uma surpresa para nós. Diferente de anos anteriores, onde os maiores criadouros eram vasos de plantas, pneus e outros materiais inservíveis, hoje são os bebedouros de animais domésticos que mais concentram ovos do Aedes aegypti. São recipientes que estão na visão das pessoas e que são abastecidos de água todos os dias.

“O nosso apelo é para que todos entrem na luta contra o mosquito transmissor. Não deixe para amanhã, faça hoje e sempre. Olhem os bebedouros dos animais, lave-os com a escovinha e não fiquem só abastecendo de água, porque o mosquito deposita os ovos na borda dos bebedouros e se tiver alguém doente, como tem, haverá uma grande transmissão”, finalizou Edna Semensato.