Pivô de crime não comparece ao Fórum e julgamento é adiado

Jovem seria a motivação da discussão entre vítima e acusado que culminou no assassinato

O não comparecimento de uma testemunha no Fórum de Marília adiou na quinta-feira (10) o julgamento do desempregado Marcos Antônio da Silva Oliveira, o “Paquito”. Ele é acusado de ser o autor dos disparos que mataram o jovem Gabriel Anizesia Ferreira, de 18 anos, em crime ocorrido em julho de 2017, no bairro Alcides Matiuzzi, na zona Norte da cidade.

A testemunha é apontada como pivô do crime, pois seria o motivo da discussão entre vítima e acusado que culminou no assassinato. A jovem foi arrolada pela defesa e Ministério Público (MP), mas não compareceu ao Fórum.

O advogado de “Paquito”, Gustavo Adolfo Mesquita Serva Coraini, insistiu na oitiva da testemunha e o julgamento foi adiado. A Justiça de Marília ainda não definiu outra data.

“O depoimento dela é primordial para a defesa do réu, por isso insistir que ela compareça ao Fórum em outra sessão do Tribunal do Júri”, disse o advogado.

“Paquito”, que está preso, foi indiciado por homicídio duplamente qualificado (motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima). Se condenado, a pena pode chegar até 30 anos de reclusão em regime fechado.

Caso – Segundo a denúncia do Ministério Público, o homicídio ocorreu no final da noite, por volta das 23 horas, do dia 29 de julho, na rua Hidekazu. A vítima estava em um bar com colegas quando deixou o local para atender o telefone celular. Ferreira foi alvejado por 12 tiros na região da cabeça e morreu no local.

Investigações da Polícia Civil apontaram que o crime teve motivações passionais e foi cometido por uma briga anterior entre a vítima e “Paquito” por uma namorada.

Motivado pelo desentendimento, “Paquito” foi até o local do crime em um veículo conduzido pelo comparsa Vinícius Pedro Ferreira, o “Gordinho”, e efetuou os disparos contra a vítima.

Comparsa – “Gordinho” permaneceu foragido até março desse ano. Ele foi preso pela Polícia Civil na residência de sua mãe, na favela da Vila Barros, na zona Norte da cidade.

Como esteve foragido, “Gordinho” teve processo desmembrado pela Justiça e ainda aguarda a sentença de pronúncia.