Greve na Famema termina sem reajuste

Após 16 dias, trabalhadores votaram pela suspensão do movimento em assembleia

A greve da Famema terminou ontem. Após 16 dias, os trabalhadores votaram pela suspensão do movimento em assembleia. O enfraquecimento da paralisação teria começado com a decisão do Tribunal Regional do Trabalho, que determinou a manutenção de 80% do quadro de pessoal na ativa.

Não houve qualquer avanço nas negociações.

A superintendência da Famema propôs a retomada ao trabalho com a garantia de não haver desconto salarial pelos dias parados e de retomada das negociações entre a instituição e o Governo do Estado, que tinham sido paradas.

Em assembleia realizada ontem, às 13 horas, em frente ao Hospital das Clínicas, o Sinsaúde (sindicato da categoria) apresentou o posicionamento da Famema e propôs a votação. A maioria optou por suspender o movimento, apesar da contrariedade de parte dos funcionários.

A greve foi dos funcionários nos serviços de saúde da Famema, com adesão que chegou a 400 trabalhadores. Segundo o sindicato, o movimento começou a perder força quando a Famema conseguiu a liminar judicial determinando a manutenção de 80% dos trabalhadores na ativa durante a greve, e não os 30% determinados por lei.

A categoria reivindica reajuste de 15%, mais aumento no vale-alimentação e melhores condições de trabalho. A greve teve início no dia 30 de setembro por falta de contraproposta, o que até o momento não aconteceu.

Os funcionários não estão confiantes, mas esperam que as negociações em defesa dos seus diretos trabalhistas voltem a acontecer com o Estado.

“Desde a data-base (1º de junho) a proposta da superintendência do HC/Famema (autarquia da Saúde da Famema) já era pedir tempo para os funcionários e negociar com o governo, mas até agora não funcionou”, mencionaram os trabalhadores.

Nos anos de 2012, 2015, 2016 e 2017, o Sinsaúde entrou com processo contra a Famema por reajuste salarial e manutenção das demais cláusulas da convenção. Nesses períodos os trabalhadores da Famema (funcionários da Saúde) não tiveram nenhum aumento.

Nos anos de 2013 e de 2014 houve reposição salarial por greve. Já em 2018, o aumento concedido pelo Governo do Estado aos servidores da Famema levou a uma pressão sindical. Com base na isonomia dos trabalhadores, o Sinsaúde cobrou a instituição, que concedeu reajuste aos demais funcionários da Saúde.