Jovem está apto ao transplante de medula, mas ainda não tem doador

Maurício Cunha, de Marília, teve sucesso na quimioterapia. Desafio é que mais pessoas se cadastrem para que ele encontre um voluntário compatível

O jovem Maurício Cunha Diogo, de Marília, está em tratamento de leucemia desde maio. A quimioterapia funcionou e ele entrou em remissão, período em que a doença fica inativa, o que é essencial ao transplante. O problema é que ainda não há doador de medula compatível no registro nacional.

A família pede à população que se inscreva no Hemocentro. Quanto mais voluntários, maior a chance desse e de outros pacientes. Se houver compatibilidade, não há risco para quem é o doador.

Maurício recebeu o diagnóstico no dia 15 de maio e o quadro era tão preocupante que seu médico decidiu iniciar a quimioterapia em seguida. Desde 17 de maio ele está em tratamento na Santa Casa de Misericórdia. Na ocasião, ele já tinha cumprido duas etapas do concurso da Polícia Militar, mas teve que suspender esse objetivo.

“A remissão aconteceu com sucesso, o que é um passo muito importante. Mas agora, embora meu filho esteja apto a receber uma nova medula óssea, não há doador compatível no Redome (Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea)”, contou a mãe, Claudinéia da Cunha.

Entre os familiares, a chance de haver compatibilidade de 100%, que é o ideal, está com os irmãos. Só que Maurício é filho único. Os demais membros da família foram avaliados, mas o percentual não passa de 50%, o que é muito baixo, aumentando o risco de insucesso do transplante.

Na população, as chances de encontrar um doador compatível são mínimas, daí a importância do maior número possível de pessoas cadastradas. Todos os voluntários que aceitam se cadastrar, junto ao banco de sangue mais próximo, têm seus dados centralizados no Redome.

Esses dados são cruzados com os dos pacientes, que ficam no Rereme (Registro de Receptores de Medula Óssea). E todas essas informações são cruzadas também com pacientes e doadores em potencial do exterior (só que a chance de compatibilidade entre pessoas de nacionalidade diferente é ainda menor).

Cadastro simples e procedimento sem risco

Interessados em ajudar podem se cadastrar a qualquer tempo. Basta comparecer ao Hemocentro, que fica na Rua Lourival Freire, nº 240, ao lado do Fórum, no bairro Fragata. O horário de atendimento ao público é das 7h às 13h de segunda a sábado.

O voluntário fará seu cadastro e terá uma pequena amostra de sangue retirada para os dados de compatibilidade. Em geral essas informações ficam arquivadas no Redome por anos até que surja um paciente compatível e o candidato seja convidado a confirmar sua intenção de salvar uma vida.

O que também pode nunca acontecer. A chance de compatibilidade para o paciente é de uma em cem mil cadastros.

Se acontecer a compatibilidade, o procedimento de doação da medula não oferece risco ao doador. O que pode acontecer é a rejeição por parte do receptor, mas quando o tratamento chega a esse ponto, é porque o transplante é a única chance que o paciente tem de vencer a leucemia.

Mais informações podem ser obtidas pelo telefone 3402-1850 (Hemocentro).