MAC vai ser julgado no TJD por cantos homofóbicos

Clube pode ser multado por atitude de uma parte da torcida no jogo contra o Fernandópolis

Texto: Jorge Luiz Foto: Matheus Dahsan O Marília Atlético Clube (MAC) entrou na pauta de julgamentos do Tribunal de Justiça Desportiva (TJD) da próxima segunda-feira (dia 21), por conta de cantos homofóbicos de uma parte da torcida no jogo da última sexta-feira (11), no estádio Bento de Abreu, na vitória de 2 a 0 sobre o Fernandópolis, pelo jogo de ida da semifinal do Campeonato Paulista da 4ª Divisão (Sub-23). O árbitro Humberto escreveu assim na súmula da partida: “Relato que durante a execução do tiro de meta da equipe visitante no primeiro tempo, a torcida mandante emitiu o seguinte coro: ‘oh bicha’”. O Marília será julgado no artigo 243-G inciso 2 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que diz: “Praticar ato discriminatório, desdenhoso ou ultrajante, relacionado a preconceito em razão de origem étnica, raça, sexo, cor, idade, condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência”. Se a discriminação tivesse sido feita por algum atleta, treinador, médico ou membro da comissão técnica, além de uma multa de R$ 100 a R$ 10 mil, o clube poderia ter de cinco a dez jogos de suspensão como mandante. Porém, como o ato de homofobia veio da torcida, o inciso 2 do artigo diz apenas em multa. “A pena de multa prevista neste artigo poderá ser aplicada à entidade de prática desportiva cuja torcida praticar os atos discriminatórios nele tipificados, e os torcedores identificados ficarão proibidos de ingressar na respectiva praça esportiva pelo prazo mínimo de setecentos e vinte dias”. O segundo vice-presidente maqueano, Alysson Alex Souza, condenou a atitude dos torcedores e pediu que esse tipo de manifestação acabe. Para conscientizar a torcida, se o MAC for para a final da ‘Bezinha’, uma das medidas da diretoria deverá ser a entrada de uma faixa contra a discriminação, carregada pelos atletas antes da partida.