Tribunal julga irmãos por assassinato na favela do Argolo Ferrão

Dupla foi indiciada por homicídio duplamente qualificado e pode pegar uma pena de até 30 anos de prisão

Está previsto para quinta-feira (24), a partir das 9h30, no Fórum de Marília, o julgamento dos irmãos Tayllor de Lima da Silva e João Victor de Lima da Silva, o “Tiquinho”. Eles sentarão no banco dos réus acusados do assassinato do desempregado Marllon Henrique Aparecido Cândido, de 23 anos, morto a tiros em junho de 2016, na favela do Argolo Ferrão, na zona Oeste da cidade.

Segundo a denúncia do Ministério Público (MP), o décimo terceiro homicídio do ano de 2016 em Marília ocorreu no mês de junho, por volta das 16 horas, numa das vielas da favela do bairro Argolo Ferrão, na zona Oeste da cidade.

Populares acionaram a polícia após ouvir pelo menos quatro disparos de arma de fogo. Policiais militares fizeram incursão pela favela e encontraram o desempregado caído já sem vida no local. Cândido apresentava ferimentos no tórax e abdômen.

Investigações da Polícia Civil apontaram que o crime foi motivado por uma briga entre ambos na noite anterior. “O acusado havia brigado com a vítima durante um desentendimento do Marllon com a amásia. No dia seguinte, ele o encontrou novamente e efetuou os disparos”, disse o delegado Valdir Tramontini.

Em depoimento, “Tiquinho” alegou que agiu em legítima defesa. “O acusado disse que se apropriou da arma que estava na posse da vítima e que após os disparos a jogou ao lado do corpo e que em seguida o revólver teria sido pego por uma mulher desconhecida”, afirmou.

Os irmãos Silva foram indiciados pelo crime de homicídio duplamente qualificado (motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima). Se condenados, eles podem pegar uma pena de até 30 anos de prisão em regime fechado.