Presidente-executiva defende a viabilidade do Ipremm

O desequilíbrio financeiro do instituto também acontece por conta da diferença existente entre custeio e benefício

A presidente-executiva do Ipremm (Instituto de Previdência do Município de Marília), Mônica Regina da Silva, defende a viabilidade do órgão. “Apesar de ter sido deixado sem um cuidado mais profundo e sem análises técnicas, estamos trazendo isso de volta para a previdência, mesmo com a grande dificuldade de conseguirmos honrar pagamentos de aposentados e pensionistas”.

O desequilíbrio financeiro do Ipremm também acontece por conta da diferença existente entre custeio e benefício. Um engenheiro civil que trabalha na Prefeitura, por exemplo, com uma contribuição acumulada de R$ 317.000,00 e que vai se aposentar com proventos de R$ 7.700,00, terá consumido a quantia paga por ele em pouco mais de três anos. “A partir de então, o Ipremm terá que arcar com o pagamento”, explicou Mônica.

Com as reformas e alterações na legislação, a médio e longo prazo a tendência é que o instituto tenha um maior equilíbrio financeiro, conforme Mônica. “Porém, é preciso que seja feito o repasse adequado para conseguirmos avançar em questões importantes”.

O aumento dos descontos em folha de servidores para a previdência deverá aumentar de 11% para 14% com a aprovação da reforma pelo Congresso Nacional e posterior sanção da Presidência da República, levando-se em consideração uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que trata do assunto e que tem tudo para passar em plenário com o aval dos congressistas.

De acordo com a presidente-executiva do Ipremm, toda implementação de carreira pede um estudo atuarial junto à Previdência do Município. “Se a folha avança acima do que se projetou, fica difícil depois fechar a conta. Qualquer reajuste salarial ou contratações necessita de um estudo para saber o impacto disso nas aposentadorias e como o instituto deve se preparar para absorver estas mudanças”.