AÇÃO JUDICIAL

Família afirma que atraso dura 15 dias e não há previsão para normalização

A Secretaria Municipal da Saúde descumpre a entrega de suplemento à idosa Marina Veronezi Nigro, de 84 anos. A paciente tem ação judicial ganha, mas a família afirma que o atraso dura 15 dias e não há previsão para normalização.

Segundo a família, a idosa tem Alzheimer, Parkinson e outras condições especiais e só pode se alimentar com suplementos líquidos próprios. Só que o custo é elevado, daí a necessidade de receber pelo SUS a suplementação receitada pelo médico.

“Na soma com enteral (outro suplemento entregue pelo Estado), o custo é de R$ 2 mil, sem contar os medicamentos de uso contínuo”, disse a neta da aposentada, Mariana Nigro.

No último dia 15 a Secretaria Municipal da Saúde deveria ter feito a entrega de 30 frascos de Cubitan, como deve acontecer mensalmente, mas a pasta informou ausência no estoque à neta. Na semana passada Mariana retornou à secretaria para pegar as fraldas geriátricas e saiu do serviço sem as fraldas e sem o Cubitan, que ainda não chegou.

“O compromisso judicial da Saúde Municipal é entregar 30 frascos de Cubitan e 120 fraldas por mês, mas os atrasos são contínuos”, disse a neta. Ontem (29), Mariana entrou em contato com a pasta por telefone e ainda não há nenhuma previsão para a chegada do Cubitan.

Mariana informou que os 30 frascos de Cubitan rendem 54 litros de dieta, suficientes para um mês, sendo que a família administra 300ml a cada três horas, conforme receituário médico. “A suplementação é a única alimentação que minha avó pode usar. E o Cubitan é cicatrizante, ajuda na lesão por pressão. Ela não pode ficar sem”.

A família já recorreu à Justiça diversas vezes pelos atrasos no cumprimento da ação judicial. A idosa já tem uma sentença julgada para receber indenização do poder público e mais três estão em andamento.