Greve acaba, mas 20 dias depois ainda não há proposta de reajuste

Superintendência propôs o fim do movimento com a garantia de retomar as negociações com o governo estadual

Por Ana Carolina Godoy / Foto: Divulgação

A greve de funcionários do HC/Famema terminou há 20 dias, mas ainda não há um posicionamento da autarquia. Na ocasião, a superintendência propôs o fim do movimento com a garantia de retomar as negociações com o governo estadual. No entanto, isso ainda não aconteceu.

O movimento começou no dia 30 de setembro, sem a adesão esperada, e foi enfraquecido pela decisão do Tribunal Regional do Trabalho, que determinou a manutenção de 80% do quadro de pessoal na ativa.

Após 16 dias, a paralisação chegou ao fim no dia 15 de outubro. A superintendência da Famema propôs a retomada ao trabalho com a garantia de não haver desconto salarial pelos dias parados e de retomada das negociações entre a instituição e o Governo do Estado, que tinham sido paradas.

“Continuamos no aguardo e se não houver um posicionamento da superintendência vamos agendar nova reunião. De qualquer forma o dissídio foi instaurado, mas o processo é longo. Já temos três dissídios em andamento de anos anteriores”, disse o presidente do Sinsaúde, sindicato da categoria, Aristeu Carriel.

A data-base da categoria é junho e a decisão pela greve foi tomada em setembro por falta de contraproposta por parte da autarquia de saúde da Faculdade de Medicina de Marília (HC/Famema).

“O mesmo ocorreu nos períodos de 2011/2012, 2014/2015, 2015/2016, 2016/2017, o que traduz grande perda no poder aquisitivo das famílias que dependem desses salários”, informou o sindicato quando iniciou o momento.

Nos anos de 2012, 2015, 2016 e 2017 não houve reajuste salarial dos trabalhadores da Famema. Nos anos de 2013 e de 2014 houve reposição salarial por conta de greve.

E em 2018 o aumento salarial só foi concedido porque o Governo do Estado aumentou o salário dos seus servidores. Com isso, a Famema foi pressionada a conceder reajuste aos demais funcionários da Saúde por conta da isonomia dos trabalhadores da instituição.