Funcionários contratados para a Saúde Municipal estão sem salário

São cerca de 440 trabalhadores nessa situação. Maioria está na Saúde da Família

Os funcionários contratados via Maternidade Gota de Leite para atuar na Saúde Municipal estão sem salário. O motivo é a falta de pagamento da Prefeitura, que deveria ter efetuado o repasse à contratante para que pudesse fechar a folha de pagamento da categoria.

O repasse da Prefeitura à Gota para o cumprimento da folha de pagamento não foi feito e a Secretaria Municipal da Fazenda não deu qualquer previsão ao Sinsaúde (Sindicato dos Trabalhadores da Saúde).

Caso a situação não se resolva até segunda-feira, a entidade convoca os trabalhadores a uma assembleia nesse 11 e novembro, às 17h30, na sede do sindicato, que fica na rua Amazonas, nº 80.

Os 440 trabalhadores contratados via Maternidade Gota de Leite para trabalhar na Saúde Municipal atuam principalmente na Estratégia Saúde da Família (USFs – Unidades de Saúde da Família da rede básica). Além do PA SUL (Pronto Atendimento), Caoim (atendimento à obesidade infantil) e Cerest (Saúde do Trabalhador).

Os atrasos e pagamentos parciais do Município à Gota de Leite, para o fechamento dessa folha de pagamento, são antigos. Na gestão anterior tornaram-se quase mensais e a gestão atual continuou agindo da mesma forma no primeiro ano de mandato (2017).

“No ano passado e neste ano os atrasos se tornaram raros e de apenas um dia, o que era tolerável. Mas esses trabalhadores deveriam ter recebido o pagamento na quinta-feira. Até segunda, se é que irão receber, serão quatro dias de atraso”, lamentou o presidente do Sinsaúde, Aristeu Carriel. A Gota de Leite preferiu não se pronunciar sobre o problema.