Palmeiras tem dívida a resolver com Dudu em meio a possível venda para o Catar

Dudu conversa com Vanderlei Luxemburgo durante treino na Academia de Futebol

Não se trata do principal entrave, mas, entre as muitas arestas da arrastada negociação que pode levar Dudu para o Al Duhail, do Catar, está também um débito do Palmeiras com o atacante. Ao mesmo tempo em que busca acordo quanto aos valores e à forma de pagamento da possível venda, a diretoria foi lembrada de uma dívida importante com o principal jogador do elenco.

No ano passado, o Palmeiras entrou em acordo com seus representantes para dividir em cinco parcelas o pagamento de luvas, valor adicional que costuma ser combinado após um acerto ou renovação. Uma dessas parcelas (ou 20% do montante), porém, ainda não foi quitada.

Diante do interesse do Al Duhail, que inicialmente sinalizou com pagamento de 13 milhões de euros (mais dois milhões de euros de bônus por desempenho) e salário muito maior do que Dudu recebe atualmente, o atacante de 28 anos avisou que quer finalmente ser negociado.

Desta vez, o presidente Maurício Galiotte admite liberá-lo, como havia prometido em uma das várias ocasiões em que conseguiu convencê-lo a ficar. Mas, para isso, o jogador provavelmente também terá de fazer concessões, o que pode significar abrir mão das luvas atrasadas. Ou fazer um novo acordo.

A situação financeira do Palmeiras já foi muito mais confortável. Até o começo deste ano, para equilibrar o caixa e também aliviar a folha salarial, a diretoria se viu obrigada a fazer vendas e também empréstimos. Além disso, promoveu nomes das divisões de base e contratou somente dois reforços.

Agora, em decorrência da pandemia da Covid-19, que provocou nova crise financeira no mundo todo, o clube chega ao terceiro mês de redução do salário de todos os jogadores, do técnico Vanderlei Luxemburgo e de dois executivos, o diretor Anderson Barros e o gerente Cícero Souza.