Produtos da cesta básica aumentam e compra do mês fica mais cara

Pesquisas do Procon de São Paulo mostra que produtos tiveram aumento em maio de 1,85%, mas consumidor diz que aumento é maior

 

Por Izabel Dias 

Fazer a compra de alimentos do mês está mais caro e a população vem observando isso nos últimos meses, quando grande parte das famílias passou a se alimentar mais em casa em razão do isolamento provocado pela pandemia da Covid-19. Conforme levantamento do Núcleo de Inteligência e Pesquisas do Procon de São Paulo, os produtos da cesta básica tiveram aumento  em maio de 1,85%, um percentual que pode parecer pequeno mas que já chega a 12,07% este ano.

Segundo a pesquisa, entre os produtos que mais tiveram aumentos estão a cebola  (31,25%), a batata (20,23%) e o extrato de tomate (24,62%). O feijão carioquinha também registrou alta de 6,41%. Dos 39 produtos pesquisados, na variação mensal 26 apresentaram alta e 13 diminuíram de preço. Entre os que apresentaram redução de preço estão o frango (0,25%), leite (0,24%), ovos brancos (0,08%).  

Mas para o consumidor a sensação é de que os preços dos alimentos subiram muito mais do que mostra a pesquisa. Principalmente após o mês de março, quando começou a pandemia da Covid-19.

A dona de casa Maria Alice de Souza Amaro, disse que está gastando muito mais com alimentação nos supermercados, principalmente porque as pessoas da família estão mais tempo em casa. “Filhos em casa o dia inteiro, eu fico meio período em casa. Estou gastando muito no supermercado e percebo que tudo está muito caro. Os preços aumentaram muito depois que começou essa quarentena. O feijão tá muito caro e a batata também. A carne então nem se fala. A gente tem que ficar correndo pra lá e pra cá pra tentar achar alguma oferta. Não basta ficar com medo de pegar o coronavírus ainda tem que economizar nas compras, tá difícil”, disse.

A pesquisa mostrou que os produtos de limpeza também registraram aumento, com variação de 0,79%. Os produtos de higiene pessoal tiveram variação de 0,28% entre abril e maio. O papel higiênico subiu 0,60% e o creme dental 4,14%.

A doméstica Joana Maria do Rosário Silva afirmou que os produtos de limpeza são uma categoria  difícil de encontrar ofertas. “A gente tá limpando tudo, passando álcool em tudo na casa por causa do coronavírus e o preço é alto. No começo da pandemia até controlaram os preços mas voltou a ficar caro. Além do álcool, o sabão, o detergente, tá tudo caro mesmo”.