Zé Guimarães: Um dos maiores da história do MAC

MAC 1984: em pé – Luiz Andrade, Detti, Valdir Carioca, Fernandão, Carlos e Valdirzinho. Agachados – Zé Guimarães, Vander, Hélio, Lúcio e Careca Bianchesi

Por Jorge Luiz/foto: Arquivo JM

 

A reportagem JM resgatou a história de um dos grandes nomes do Marília Atlético Clube (MAC): o ponta-direita José Roberto Guimarães, conhecido como “Zé Guimarães”. No próximo dia 1º de setembro irá completar dez anos de sua morte (2010). Ele faleceu na cidade de Tubarão (Santa Catarina) aos 56 anos, após lutar por aproximadamente dois anos contra problemas hepáticos.

Zé Guimarães morava em sua cidade natal (Araranguá-SC), onde mantinha uma escolinha de futebol e também era dono de uma quadra de futebol suíço. De acordo com informações colhidas pela reportagem JM, no extinto jornal Correio de Marília, o jogador realizou 97 jogos com a camisa Alviceleste e marcou 40 gols.

No entanto, esses números podem ser um pouco maiores, pois no período em que jogou no Marília existem oito fichas técnicas que estão incompletas. O ponta-direita chegou ao clube no dia 5 de abril de 1983, vindo da Francana.

A estreia aconteceu no dia 17 de abril, no empate sem gols contra o Grêmio Maringá-PR, no estádio Bento de Abreu. O primeiro gol ocorreu no dia 12 de junho, na goleada de 5 a 2 sobre a Ponte Preta, no Abreuzão, pelo Paulistão. Zé Guimarães balançou a rede com um minuto de partida. Na temporada 1983, ele atuou em 35 jogos e anotou oito gols.

Contudo, foi no ano seguinte (1984) que Zé Guimarães alcançou seu auge. Foram 29 jogos disputados e 18 gols marcados. Em duas partidas ele fez o “hat-trick” (3 gols em um jogo). O primeiro foi na Copa Ray-O-Vac, na vitória de 3 a 1 sobre a Ferroviária, no dia 5 de maio, no Bento de Abreu.

O segundo foi na goleada de 4 a 0 sobre o Guarani pelo Paulistão, em casa (12/09), sendo que um dos gols foi feito pelo atacante Careca Bianchesi.

Zé Guimarães era para ter conquistado a medalha de prata nas Olimpíadas de Los Angeles, nos Estados Unidos (1984). Nesta temporada pelo MAC, ele estava na listagem final de convocados da Seleção Brasileira, mas dias depois se desentendeu com o técnico Jair Picerni e foi cortado.

Depois do brilhante ano pelo Marília, o ponta-direita foi negociado com o Sport-PE, junto do goleiro Paulo César, do zagueiro Valdir Carioca, Detti e Ângelo.

 

Retorno 4 anos depois – A volta para a última passagem pelo Marília aconteceu somente em 1988, quando o clube estava no Paulista da Série A-2. O ponta-direita realizou 33 partidas e marcou 14 gols, tendo por duas vezes feito “hat-trick”.

O primeiro foi em sua reestreia, em um amistoso contra a Usina de Quatá, fora de casa, na goleada de 11 a 0, sendo até hoje a maior goleada da história do MAC. A segunda vez foi na vitória de 6 a 1 sobre o Taquaritinga, no Abreuzão, pela Série A-2.

O último gol marcado foi no dia 21 de novembro de 1988, de falta, na derrota maqueana de 2 a 1 para o Bragantino, na fase final do estadual. O jogo marcou a eliminação do time, que brigava pelo acesso.

A despedida oficial de Zé Guimarães ocorreu no dia 7 de dezembro, no empate de 1 a 1 contra o Lemense, no Bento de Abreu. Essa partida também marcou a última do presidente João Fernandes More (morreu em janeiro de 2020) no comando do Alviceleste.

Quando atuava pela Francana, no início dos anos 80, Zé Guimarães enfrentou o MAC por oito vezes. O ponta-direita venceu só uma vez, mas também perdeu apenas um. Os outros seis jogos terminaram empatados e nesse período marcou dois gols em dois jogos.

 

História – Segundo alguns sites, Zé Guimarães nasceu na cidade de Araranguá-SC, no dia 20 de dezembro de 1953 e iniciou a carreira no Pradense-RS em 1975 e depois teve passagens por: Caxias-RS, Santo Ângelo-RS, Inter de Santa Maria-RS, Francana, Marília, Sport-PE, São José, Inter de Limeira, Operário-MS, Araranguá-SC, Noroeste, Aimoré-RS e Riolândia-SP, onde ‘pendurou suas chuteiras’ em 1990.