Professores do Estado protestam por melhores condições para categoria

Apeoesp realizou carreatas em várias cidades; dia 29 acontece ato na Capital

A Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Estadual do Estado de São Paulo) realizou ontem em várias cidades uma carreata para chamar atenção da população e das autoridades para valorização da categoria. No dia 29 os professores fazem um ato na Capital e representantes de Marília irão participar.

Conforme os dirigentes da Apeoesp, nos últimos anos nenhuma categoria perdeu mais em direitos e salários, do que o Magistério do Estado de São Paulo. Por decisão dos  últimos governantes, a cada ano que passa os professores são colocados em uma  situação mais difícil. “É necessário que se faça justiça para valorizar a categoria, bem como a qualidade de ensino”, afirma o manifesto.

Para chamar a atenção da sociedade e das autoridades educacionais, as instâncias da Apeoesp aprovaram a realização de carreatas com buzinaços nas principais cidades do Estado e dia 29 na Capital.

Os organizadores afirmam que as regras sanitárias deverão ser cumpridas rigorosamente para garantir a saúde de cada participante. Em cada carro, no máximo duas pessoas; uso de máscara o tempo todo,  não descer do carro durante a carreata; ao descer, para pegar o material, fazer fila na calçada, com distância de 2 metros cada um.

Segundo o professor Juvenal Aguiar, diretor da Apeoesp em Marília, o documento com as reivindicações da categoria será protocolado junto a Diretoria de Ensino de Marília e no dia 29 professores da cidade também participam do ato em frente ao Palácio dos Bandeirantes.

A categoria exige auxílio emergencial  para  Professores  das  Categorias  “O”,”V” e  “S”; ativação dos Contratos  dos  Professores da categoria “O”; uma  nova Legislação para  contratar  professores substitutos, que seja semelhante à  Lei  500/74; jornada do professor com base na Lei do piso, com decisão final do STF; não pode haver retorno às aulas, sem garantia de segurança sanitária para a comunidade escolar; o pagamento  dos  10,15%,  decidido  em  ação judicial,  transitada em  julgado, desde a época do Governador Geraldo Alckmin.