Representantes do setor de eventos se reúnem com prefeito para pedir volta das atividades

Petição online pede definição do poder público municipal e inclusão no plano de flexibilização

Por Izabel Dias 

 

Uma comissão formada por oito pessoas que representam o setor de eventos (buffet, decoradores, salão de festas, cerimonialista e DJs) se reuniu ontem com o prefeito Daniel Alonso para saber como fica a situação do setor no plano de retomada das atividades.

A “Comissão Força Eventos” criou inclusive uma petição online direcionada ao prefeito, pedindo definição do poder público municipal e para que sejam incluídos na mesma categoria de bares e restaurantes no plano de flexibilização.

A cerimonialista Josi Lino afirma que o setor de eventos não pode ser comparado a shows por exemplo, já que realiza eventos sociais como casamentos, aniversários, festas fechadas. “Os buffets estão na categoria de restaurantes. Nós conseguimos realizar os eventos com todo protocolo de saúde, como os bares e restaurantes, inclusive temos condições de ter maior controle porque trabalhamos com lista de convidados devidamente identificados”, disse.

Na petição encaminhada ao prefeito, a comissão afirma não ser possível o setor se reinventar. “O ramo de Eventos, não se resume em apenas uma "festinha" como muitos pensam, sendo que há muitas pessoas e profissionais envolvidos em tal setor, que movimenta muito a economia local e sustentam centenas de famílias”.

Os profissionais afirmam que muitas famílias atuam neste ramo há vários anos e são comerciantes que embora não tenham seus produtos expostos em vitrines como as lojas, vivem de vender seus serviços e produtos nos Eventos pela cidade e região.

Os representantes do setor de eventos se queixam da falta de previsão para retomada das atividades. “Nos planos do Governador e do Srº Prefeito tal classe sequer é citada. Sem previsão de retomada muitos estão reorganizando as agendas dos eventos sem realmente saberem quando poderão voltar a trabalhar, dando informações aos clientes sem respaldo algum, sem segurança alguma. Mas embora não haja tal respaldo, uma coisa apenas tem sido certa, as contas batendo em suas portas todos os dias, sem poder trabalhar para sua subsistência”, afirmam no documento.   

Eles citam os prejuízos já contabilizados pelos profissionais. “Temos noiva que já trocou a data do casamento três vezes. É muito difícil porque são muitos serviços envolvidos”, disse Josi Lino.

Segundo a cerimonialista, conforme levantamento realizado pela comissão,  cerca de 79.800 pessoas atuam no setor de eventos em Marília e tiveram sua renda afetada com a interrupção das atividades em razão da pandemia. Por ano são realizados em média 4.750 eventos na cidade movimentando R$ 423 milhões.

 

“Estas incertezas, indubitavelmente estão ocasionando muito transtornos e prejuízos a este ramo, muitos contratos vem sendo cancelados, gerando prejuízos gigantescos, em decorrência de devolução pecuniária e rescisões contratuais que estão sendo feitas”, afirmam.

Os representantes do setor de eventos afirmam que a classe está desprotegida e desamparada tanto pelo Estado como pelo município de Marília. “Somos uma economia tão importante quanto à seara dos comerciantes de lojas, pois temos vários outros comércios dentro da nossa classe tais como: doceiras, lojas de aluguel e confecção de roupas para festas, cerimonialistas, buffets, faxineiras, garçons, decoradores, locação de material, donos de chácaras, salão de festas, DJs, barmens, equipamentos de sons, iluminação, porteiros, decoradores, floristas dentre outros; pessoas que têm sua renda voltada somente dentro desta economia, sobrevivendo apenas do trabalho deste ramo.”

Josi Lino afirma que é possível realizar os eventos e que o setor já preparou um protocolo com novas regras para as festas de casamento, aniversários, bodas, entre outros, para prevenir o contágio pelo coronavírus.  “É preciso regulamentar, com as regras e protocolos. Com isso acabam os eventos clandestinos que vem ocorrendo, as pessoas continuam se juntando e sem nenhum protocolo”, disse.

A comissão do setor de evento vai protocolar o documento hoje na Prefeitura e aguarda posicionamento do poder público sobre o pedido. A petição conta com apoio da advogada Lilian Bastos, que também representa o setor de buffet e integra a “Comissão Força Eventos”