editorial

              Segundo turno confirma derrota da esquerda

 

Pode-se dizer que “deu a lógica”! Pois é, o primeiro turno das eleições já tinha mostrado o caminho escolhido pelos eleitores por todo o País: a esquerda já vinha em queda livre e a bomba explodiu também com a confirmação no segundo turno. Pelo jeito o país “endireitou” de vez e isso demonstra a força dos partidos que formam o chamado centrão. Vale ressaltar que o PT foi enterrado de vez na política com derrota acachapante e não elegeu nenhum prefeito nas capitais pela primeira vez desde a redemocratização.


O grupo de partidos que formam o chamado Centrão, base política na Câmara dos Deputados do governo do presidente Jair Bolsonaro, vai administrar mais de 2,6 mil municípios a partir de 2021, o equivalente a 47% das cidades brasileiras. O número de moradores nesses municípios (cerca de 78 milhões de pessoas), por sua vez, representa aproximadamente 40% da população do país.


O desempenho do Centrão na disputa municipal é visto com atenção por lideranças políticas de olho nas eleições de 2022. Isso porque o bloco tem capilaridade em centenas de municípios e pode ajudar a mobilizar eleitores na corrida presidencial daqui a dois anos. O resultado das urnas pode também ampliar a força política do Centrão junto ao governo federal.


Havia expectativa de eleição de alguns candidatos de esquerda que foram para o segundo turno, principalmente em São Paulo, com Guilherme Boulos, do PSol; em Porto Alegre com Manuela D´Ávila do PCdoB e no Recife, com Marília Arraes, do PT. Todos foram derrotados e o resultado das urnas foi explícito, enterrando a esquerda.


Das 15 cidades em que disputava o 2º turno das eleições municipais o PT foi derrotada em 11, sendo duas capitais (Recife e Vitória). A legenda só conseguiu eleger em 2º turno os prefeitos de Juiz de Fora (MG), Contagem (MG), Diadema (SP) e Mauá (SP). O partido era o que tinha mais candidatos na disputa neste 2º turno.


Em São Paulo o PT já fracassou no primeiro turno com a insignificante votação de Jilmar Tato (que sequer teve apoio da cúpula do partido). A esperança da esquerda ficou centrada em Guilherme Boulos, do PSol, bastante conhecido por invasões de casas e edifícios no comando do MTST. Foi só fogo de palha e o prefeito Bruno Covas, do PSDB, confirmou a reeleição com diferença expressiva dos votos válidos. É bom ressaltar que Covas se reelegeu mas não foi com apoio do governador João Dória, que está com moral baixa tanto na capital como no interior do estado, muito criticado por causa de medidas e projetos que vão contra a população, principalmente por causa do “golpe” que aplicou nos servidores aposentados fazendo descontos progressivos nos pagamentos. Dória já percebeu que vai ter muita dificuldade para se firmar como candidato tucano à presidência da República em 2.022, tanto que já vem articulando movimento com apoio de centro-esquerda.


Com o resultado do segundo turno das eleições municipais o PSDB assegurou o posto de partido que vai governar o maior número brasileiros. Os tucanos mantiveram a liderança com a reeleição de Bruno Covas em São Paulo, município mais populoso do país, com 12,3 milhões de habitantes. Adotando-se o mesmo critério, o PSDB é seguido por MDB, DEM, PSD, PP e PDT, todos com mais de 10 milhões de habitantes nos municípios comandados. Isso demonstra a força do centrão, que já começa a se articular para a campanha presidencial daqui a dois anos.