Evento reúne grandes pesquisadores das doenças inflamatórias intestinais

Neste fim de semana, Marília se tornou a capital da doença inflamatória intestinal. A cidade sediou na sexta-feira e ontem a 2ª Jornada Caipira da Doença Inflamatória Intestinal - Caipirão - 2016. O evento reuniu grandes nomes da área em todo o país para debater e apresentar as últimas novidades científicas do setor. De acordo com o médico organizador do evento, Fábio Vieira Teixeira, da clínica G

Neste fim de semana, Marília se tornou a capital da doença inflamatória intestinal. A cidade sediou na sexta-feira e ontem a 2ª Jornada Caipira da Doença Inflamatória Intestinal - Caipirão - 2016. O evento reuniu grandes nomes da área em todo o país para debater e apresentar as últimas novidades científicas do setor.

De acordo com o médico organizador do evento, Fábio Vieira Teixeira, da clínica GastroSaúde, a jornada é realizada pela segunda vez no interior de São Paulo, sendo a primeira no município de São José do Rio Preto. “O interior de São Paulo é praticamente o 2º Estado da nação e este evento tem o intuito de trazer os conhecimentos desta área para essa região”, explicou.

Para Eduardo Lopes Pontes, da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) e um dos grandes nomes da jornada, este evento é fundamental para apresentar o “estado da arte” no assunto doença inflamatória intestinal. “Eventos como este disseminam o conhecimento e contribuem para manter os colegas atualizados, seja por meio de apresentação de pesquisas, métodos e técnicas ou linhas de orientação e diagnósticos”, explicou.

A gastroenterologista pediátrica Vera Lúcia Sdepanian, uma das participantes do evento, destacou que 25% dos casos de doenças inflamatórias intestinais começam na fase infantil. 

“Cada vez mais tem sido mais constantes os casos em crianças, principalmente por conta da alimentação e do consumo de produtos industrializados. Nos últimos anos, temos notado uma redução no número de doenças infecciosas, com a melhoria do saneamento básico, do tratamento de água, etc., e o aumento das doenças inflamatórias, que, além de atingirem as crianças, têm aparecido cada mais precocemente”, frisou a médica. “Então, estamos aqui para discutir esses temas e propagar isso tanto para a classe médica quanto para a sociedade e tratar essas questões de forma adequada”.