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| 1- Monitoras da oficina defenderam a criação do comitê para aumentar denúncias e coibir o tráfico de pessoas |
Marília vai montar um Comitê Regional de Prevenção e Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, nos moldes do que já existe na capital. Ontem, uma oficina realizada para representantes do poder público e entidades interessadas foi o primeiro passo. Com a articulação da rede, pretende-se divulgar mais o problema e oferecer maior respaldo às soluções.
O comitê foi formado na capital já com a intenção de que a proposta alcançasse também o interior do estado. Guarulhos já tem um comitê regional e em Araraquara e Campinas, por exemplo, a organização está em andamento.
Ontem, a Unesp (Universidade Estadual Paulista) de Marília sediou a oficina para a região, desenvolvida por membros do comitê de São Paulo. Cerca de 80 pessoas participaram, entre representantes da polícia, da Defensoria Pública, do Ministério Público, do Judiciário e de secretarias municipais, como de Educação, Saúde e Assistência Social.
“Vamos trabalhar a realidade local e já ficou agendada uma nova reunião para 25 de agosto”, informou a advogada da Comissão Municipal de Direitos Humanos de São Paulo, Sandra Batista Penteado, que é membro do Comitê Interinstitucional de Prevenção e Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas de São Paulo.
A coordenadora do Guto (Grupo de Pesquisa e Gestão Urbana do Trabalho Organizado) da Unesp e presidente do Comitê Gestor de Segurança e Qualidade de Vida, Sueli Andruccioli Félix, considera a formação do comitê um meio importante de aumentar as denúncias e oferecer maior respaldo à repressão. A articulação de uma rede de serviços também vai favorecer a prevenção pela divulgação do problema, informando a população e, naturalmente, pelo seu enfrentamento, o que deve desestimular a ação criminosa.
“O comitê também é um componente importante para levantar o questionamento sobre a formação de outros comitês de exercício pleno da cidadania”, disse Félix. Ela mencionou que relacionado ao tráfico de pessoas, a região de Marília tem registros de tráfico para o trabalho escravo, em especial em usinas e carvoarias.